O
Brasil durante o primeiro governo Getúlio
Vargas, entre outubro de 1930 e outubro de 1945,
mudou de modelo econômico. O espírito
do liberalismo morreu, vitimado pela crise de
29, pelo desemprego, pela burguesia industrial
nascente e foi substituído pela centralização
política e fortalecimento do Estado.
A intervenção estatal passou a
ser feita sempre que interesses econômicos
e/ou políticos assim o ditassem, justificada
pela premissa de ser instrumento fundamental
para o desenvolvimento e a segurança
do país.
Como
a economia brasileira dependia bastante das
ferrovias e vice-versa, elas sofreram, direta
ou indiretamente forte intervenção.
Uma das principais metas do novo regime era
sanear a economia já fortemente abalada
pela crise mundial. E para um regime populista,
sanear era controlar severamente as tarifas
praticadas pelas ferrovias. Era também
taxar as importações para fazer
face ao déficit das contas comerciais
e proteger a indústria nacional. A importação
de trilhos, locomotivas, carros, vagões
e até mesmo peças de reposição
para o material rodante existente também
foi severamente controlada e sobretaxada. A
crise de 30 também serviu para comprometer
seriamente o desempenho das estradas de ferro. |