A
capacidade teórica do funicular da Serra
Nova era calculada em cerca de 6 milhões
de toneladas anuais em cada sentido, sendo a
lotação de cada trem limitada
a 128 toneladas na passagem pelos planos inclinados.
Ao duplicar a sua linha tronco, a SPR instalou
o mais extenso sistema de sinalização
mecânica do Brasil na época, dotando
todas as estações de cabines de
chaves e sinais.
A
magnífica Estação da Luz,
construída no centro da capital paulista,
dignificava seus viajantes, e já começava
a se desenvolver um tráfego intenso de
passageiros entre as estações
suburbanas da SPR no norte e sul da cidade.
Durante
as primeiras décadas do século
XX a SPR procurou manter seu desempenho, tornando-se
uma referência em termos de eficiência
dentre as ferrovias no Brasil. A sua administração
e operação eram tipicamente inglesas,
refletidas com orgulho no estilo impecável
de suas estações locomotivas e
na aparência do seu pessoal. A operação
era pontual como nas melhores ferrovias britânicas,
e dela se beneficiavam também os trens
da Companhia Paulista de Estadas de Ferro que
partiam da Estação da Luz rumo
ao interior paulista.
A
SPR foi à empresa ferroviária
de capitais ingleses mais rentável em
toda América Latina, oferecendo entre
1876 e 1930 um dividendo anual de 10,6% sobre
o valor ao par de suas ações ordinárias.
O melhor período foi entre o princípio
do século e a I Guerra, quando o número
nunca caiu abaixo de 12%. As ações
da companhia também subiam sem parar.
De £20 no começo da história
da companhia as ações passaram
a £30.10s em 1875, para £40.10s
em 1880 e para £50.10s em 1887, o ponto
mais alto. Depois sofreram um certo declínio
mas em 1905 estavam novamente vendendo a mais
do dobro do valor ao par, e assim ficaram até
a I Guerra. |