MENU
GALERIA DE FOTOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
Título da Cie du Chemin de Fer Victória a Minas - Emitido de Paris em 1907
 
   

Ruptura e intervenção

 

O drama do governo imperial era que se concedesse privilégio demais, os encargos ficavam insuportáveis para o Tesouro. E que privilégios de menos afastavam os investidores. Prevaleceu a segunda posição. Durante o Império o que se viu foi uma redução progressiva nos benefícios acompanhada do aumento no investimentos de recursos público na construção de ferrovias.As faixas de domínio foram reduzidas de 33 para 10 km de cada lado da linha, o prazo das concessões de 90 para 30 anos e a garantia de juros de 9 para 6%. E quando os investidores privados escassearam, a Coroa começou a construir e comprar ações e debêntures das ferrovias privadas. Quando a monarquia acabou, em 1889, o governo era proprietário de 3.200 km de linhas, 34% do total, e detinha substanciais interesses em grandes empresas como a Leopoldina e a Oeste de Minas. Em muitos casos essas ferrovias seriam arrendadas a particulares, exceção feita à EF D. Pedro II

Os problemas continuaram agravados, com a República. Embora seus líderes fossem filosoficamente liberais, a crise financeira provocada pela transição e o peso das garantias de juros obrigou-os a intervir. Em 1898 o governo federal tivera que reservar um terço do seu orçamento para o pagamento das garantias de juros ferroviários e a paralisar a construção de ferrovias até 1903. Três anos mais tarde a União compraria dos mesmos empresários a quem não podia pagar os juros 2.135 km de linhas ferroviárias por 16,5 milhões de libras tomadas emprestadas em Londres. A conta feita na época foi que como os juros do empréstimo eram menores que os juros da garantia, e no final o governo ainda ficaria proprietário de boa parte da malha brasileira, era um excelente negócio. Os proprietários encampados também achavam, assim como os banqueiros ingleses, e ficaram todos contentes. Até a Bolsa de Londres reagiu positivamente.