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Mauá:
risco total |
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O
privilégio de construir a primeira ferrovia
no Brasil não recebeu no entanto qualquer garantia
de juros. Irineu Evangelista de Souza, depois Barão
e Visconde de Mauá, então o maior empresário
do Império brasileiro não era homem
de esperar. O primeiro trecho de sua Estrada de Ferro
Mauá, inicialmente Imperial Companhia de Navegação
e Estrada de Ferro de Petrópolis, na província
do Rio de Janeiro, entre o Porto Mauá (Guia
de Pacobaíba) e a estação de
Fragoso foi inaugurado festivamente na presença
do Imperador Dom Pedro II no dia 30 de abril de 1854
(mais tarde Dia do Ferroviário), com risco
total para o empreendedor. A extensão era de
14,5 km e a bitola de 1,676 m, como na Argentina.
Mais tarde completaria 16,1 km, chegando à
raiz da serra da Estrela.
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| A
ferrovia fazia parte de um sofisticado sistema multimodal
compreendendo transporte hidroviário entre
o Rio de Janeiro (atual Praça Mauá)
e Porto Mauá, através da Baia de Guanabara;
trem até a raiz da serra; e tração
animal até Petrópolis, de onde a ferrovia
retomaria até chegar ao vale do Paraíba.
Não havia na época técnica
para vencer rampas tão acentuadas. A serra
de Petrópolis chegou a ser vencida pelos
trilhos em 1883, mas o sonho de chegar ao vale do
Paraíba foi esmagado pela concorrência
da EF D. Pedro II, futura EF Central do Brasil,
jóia da coroa imperial, primeira ferrovia
a ser colocada sob a proteção do Estado,
em 1865. A EF Mauá sobreviveu, mal até
1890, quando foi incorporada pela Leopoldina Railway,
então em plena expansão. |
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