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CP: Casamento perfeito entre usuário e ferrovia
 

Quando a SPR desistiu de estender sua linha até Campinas, por volta de 1867, contentando-se em cobrar o seu pedágio para o porto de Santos, o governo da província de São Paulo estimulou os principais fazendeiros da região a realizar o empreendimento, sendo fundada a 30 de janeiro de 1868 a Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CP). Presidiu a reunião de fundação o senador Francisco Antonio de Souza Queiroz, integrando a mesa diretora os senhores Bernardo Gavião Peixoto, Martinho da Silva Prado e Falcão Filho, todos os fazendeiros, ou seja, empresários privados brasileiros. Ao instalar-se a Assembléia Legislativa Provincial, a 2 de fevereiro, Saldanha Marinho, então presidente da província, citado por Odilon de Nogueira Matos (Café e Ferrovias, Pontes Editores, 1990), podia consignar em seu discurso: “É o primeiro exemplo desta ordem, no país. É a primeira companhia brasileira que, em ponto tão elevado, abstrai de capitais estranhos e se liberta do juro comercial estrangeiro. É de fato um alcance enorme para o futuro”.