As
principais linhas foram imediatamente reformadas e
consolidadas como uma rede única, construindo-se
para isso diversos trechos. A interligação
do Rio de Janeiro com Vitória foi possível
com a compra da Estrada de Ferro Sul do Espírito
Santo e a construção da linha interligando
esta estrada a Cachoeiro de Itapemirim. A Estrada
de Ferro Caravelas, também no Espírito
Santo, foi posteriormente comprada pela Leopoldina
Railway, assim como a Estrada de Ferro Cataguazes
e a Estrada de Ferro Mauá, de Irineu Evangelista
de Souza.
O
serviço suburbano pela Leopoldina Railway na
cidade do Rio de Janeiro já era intenso nesta
época, havendo cerca de 128 trens por dia entre
Barão de Mauá – a estação
central, construída em 1925 – e Merití,
tracionados por locomotivas a vapor.
A
Leopoldina Railway era nesta época a maior
ferrovia brasileira em extensão, contando com
cerca de 2.900 km d elinhas. Seu tráfego consistia
basicamente em produtos agrícolas como café,
madeiras, e açúcar, bem com manufaturados
importados. Mas com o correr dos anos começou
a empobrecer. As áreas ocupadas por cafezais
no Estado do Rio de Janeiro transformaram-se em pastos,
as poucas indústrias não progrediram
e as cargas fugiram para as rodovias. Em 1946, com
a ferrovia em péssima situação,
o governo interveio pela segunda vez (Decreto Lei
9.265, de 18 de maio) mas assim que a normalidade
voltou, sustou a intervenção e a ferrovia
voltou à antiga administração.
Em 1949, em virtude de acordo celebrado entre o governo
e representantes dos acionistas, a União assumiu
a responsabilidade por todos os encargos financeiros
da ferrovia. Designou então um administrador
geral para atuar junto à diretoria inglesa
e a estrada viveu nesse regime até 1951, quando
foi definitivamente encampada.