Somando
as 22 ferrovias incorporadas à União,
havia mais de 158.000 empregados sob regimes
jurídicos diferentes. Em paralelo o transporte
rodoviário desenvolvia-se depressa e
em 1957 era instalada a indústria automobilística
nacional. Nas ferrovias as frotas não
eram renovadas, não havia conservação
da via permanente e a prestação
de serviço se deteriorava.
Nesta
situação limite, o então
presidente Getúlio Vargas autorizava
a inclusão do sistema ferroviário
na pauta de estudos da Comissão Mista
Brasil-Estados Unidos, criada em 1952 para planejar
o desenvolvimento do País na agricultura,
transporte, mineração e energia
elétrica. Na mesma época, foi
nomeada uma comissão pelo próprio
presidente para o estudo dos serviços
prestados pela União, inclusive o ferroviário,
e proposição de medidas que aumentassem
a sua eficiência e facilitassem o seu
controle. Deste trabalho, surge a proposta de
criação da Rede Ferroviária
Federal.
A
proposta tramitou durante anos no Congresso
e, em 1956 o Senado Federal, após a aprovação
da Câmara dos Deputados, autorizava a
constituição de uma sociedade
por ações sob a denominação
de Rede Ferroviária Federal SA à
qual ficariam incorporadas as estradas de ferro
de propriedade da União e por ela administradas,
bem como as que viessem a ser transferidas para
o Governo Federal ou cujos arrendamentos viessem
a ser rescindidos. Finalmente a Lei nº
3115, de 16 de março de 1957, sancionada
pelo Presidente Juscelino Kubitchek, transformou
a Rede em realidade, marcando o início
de uma fase na exploração dos
transportes ferroviários no País. |